Israel nos tempos de Mashiach.

 Israel nos tempos de Mashiach.

 Israel nos tempos de Mashiach.

A grande obra de Maimônides “Mishnê Torá” é um resumo de todas as leis aplicáveis que nossa tradição religiosa contém. No final desta magnífica obra (que é inédita por abranger todos os assuntos presentes na lei), estão as leis aplicáveis a realeza judaica e os últimos capítulos falam do “fim dos tempos”, que também é conhecido como “redenção final” ou “dias de Mashiach”.

Mashiach significa “o ungido”. Com este termo nos referimos ao homem que reinará sobre os justos que viverão nesta época, onde D’us realizará todas as suas promessas positivas pendentes. Vamos dar uma olhada nas definições de Maimônides sobre esta época prevista, pela qual esperamos há tantos anos:

“Futuramente o Rei Mashiach irá se erguer e retornar a realeza da Casa de David como foi na antiguidade, sendo assim uma só seqüência do mesmo governo. Irá construir o Beit Hamikdash e juntar os exilados de Israel. Todas as leis da Torá voltarão a ser cumpridas em seus dias, assim como foi no passado. Serão feitas oferendas (sobre o altar no Templo), e serão realizados os anos sabáticos e jubileus segundo todas as regras da Torá. E todo aquele que não acredita nele ou não aguarda sua vinda, não isso está negando apenas os profetas, e sim está negando a própria Torá e a profecia de Moisés. Tanto é que a Torá atestou sobre ele, conforme está dito “e o Eterno teu D’us fará seu retorno e de ti Ele se compadecerá, Ele voltará a te juntar d’entre todos os povos … mesmo que um afastado teu estará nos confins dos céus – de lá te juntara o Eterno, teu D’us … e te trará o Eterno teu D’us até a terra …”; estas palavras explicitas da Torá incluem todas as profecias dos profetas (posteriores).”

Em seguida Maimônides traz vários versículos bíblicos como prova para o fato de estarmos destinados a viver uma era especial, e da qual não iremos regressar ao atual sofrimento da diáspora. Mas a maior prova aparece ser a seguinte:

“Também quando (Moisés) fala da cidade de refúgio[1], ele diz “e se o Eterno, teu D’us estenderá o teu território … tu irás acrescentar outras três cidades ..” e isto nunca aconteceu, e D’us não o ordenou em vão”.

Aparece que além de todas as promessas, D’us não iria nos dar ordens sem nos permitir as condições de cumpri-las. Nós nunca tivemos a chance de designar estas outras cidades de refúgio pois D’us nunca ampliou nosso território. Mesmo as conquistas dos reis judeus, não foram tão amplas e não tomaram todo o território prometido a nosso patriarca Abraão “a ti darei a terra, desde o rio do Egito até o rio Eufrates”.

Quando D’us irá cumprir esta promessa, nós receberemos o território das nações bíblicas: Edom, Amon e Moab. Trata-se de um território gigante adentro do Oriente Médio. Nestes locais nos deveremos designar as últimas três cidades de refúgio.

Por que será que D’us realizou a Sua promessa parcialmente e não nos deu toda a herança de Abraão ao mesmo tempo? Permitam-me sugerir uma resposta: no momento da promessa e pacto entre D’us e Abraão, D’us já disse a ele que seus filhos irão peregrinar e ser escravizados no Egito por quatrocentos anos até receber a “terra do Emori”, por que “o pecado do Emori ainda não estava completo”.

Ou seja, D’us já previa que as nações de Canaã irão se corromper ao ponto de serem condenados a perder suas terras para Israel. Mas D’us não ultrapassou as próprias “regras da justiça celestial” e esperou até que eles completassem “a dose”. Podemos supor que seja o mesmo caso com Edom, Amon e Moab, são nações muito mais jovens que Canaã e demorariam mais para que percam os direitos a possuir estas terras.

Outra explicação: D’us está trabalhando em etapas. Primeiro, Ele nos dá uma parte da terra e observa nosso comportamento. Uma das causas do primeiro exílio[2], foi a não observância das leis do ano sabático e jubileu. Depois disto, nunca mais estavam todas as doze tribos de Israel em suas terras, portanto nunca mais vigorou a lei do ano jubileu (que só vigora quando todo o povo de Israel está presente em suas terras[3]). Por isso, aparentemente, a função do rei Mashiach será juntar os judeus novamente a Israel, para que vigore novamente esta lei antiga e em mérito disto, iremos à segunda etapa das dádivas de D’us, onde tomaremos também as terras acima mencionadas.

Para que os judeus religiosos tomem uma atitude ativa de “sair da diáspora”, no sentido de buscar a soberania onde eles estejam, será preciso uma ordem profética, um sinal do próprio D’us. Pois assim diz Maimônides ao descrever o processo do surgimento da redenção final:

“E se (um dia) se erguer um Rei da Casa de David, que se dedica a Torá e se ocupa com as leis assim como David seu pai (o fazia), segundo (ambas) a Torá Escrita e a Torá Oral, e ele motivará todos os de Israel se conduzir segundo ela e reforçar (reerguer) as suas ruínas, e ele batalhará por D’us – este é um provável Mashiach. Se ele fizer e têr êxito, e vencerá todas as nações ao seu redor, e construirá o Templo em seu lugar (exato), e juntará os afastados de Israel, este é Mashiach com certeza (confirmado). *E ele corrigirá o mundo todo a servir a D’us juntos, com está escrito “então tornarei às nações com uma linguagem esclarecida, para que clamem todos em nome do Eterno e O servirão (juntos) ombro a ombro”. Se ele não terá tanto êxito ou que será morto (pelos inimigos), está claro que ele não é aquele sobre qual promete a Torá, e sim é como todos os rei justos e perfeitos da dinastia de Davi que morreram. E o Santo Bendito Seja só o ergueu para testar o público (se irão proceder devidamente), conforme está escrito: “e dentre os inteligentes (alguns) tropeçarão, para lapidá-los e para esclarecer e branquear até o momento final, pois ainda resta até a hora”. Também aquele que imaginava ser o Mashiach e foi morto, já profetizou sobre ele Daniel “e os filhos perversos de teu povo se erguerão para realizar a profecia e cairão”. Pois será que existe uma queda maior que essa?! Pois todos os profetas disseram que o Mashiach redimirá e salvará Israel, juntará os seus exilados e fortificará a prática de suas leis, enquanto este homem causou a morte dos israelitas a fio de espada, o espalhamento e o rebaixamento de seus remanescentes, a substituição da Torá e a desviar a maioria do mundo a servir um outro D’us que não é Hashem?! Porém os pensamentos do Criador fogem do alcance do homem, pois Seus caminhos não são semelhantes aos nossos e Seus pensamentos idem. E todos os credos que sugiram dentre as nações servem apenas para aplainar o caminho para o Rei Mashiach e para preparar todo o mundo a servir Hashem juntos. Como assim? O mundo todo já se encheu dos relatos sobre o Mashiach, sobre a Torá e sobre as Mitzvot, inclusive se fala disto nas ilhas distantes, entre muitos povos de corações cerrados e eles debatem estes assuntos e as leis da Torá. Alguns dizem ‘estas leis eram verdade, mas hoje em dia estão anuladas pois não vigoravam para sempre’, enquanto outros dizem ‘o seu conteúdo é oculto e não deve ser interpretado literalmente, e já veio o Messias e revelou os seus segredos’. E quando irá se erguer o Rei Mashiach verdadeiro, e terá êxito, ele se elevará e enaltecerá, imediatamente eles todos se tornarão e saberão que mentira lograram-nos os seus antepassados e que seus profetas e seus pais os levaram a errar.”

Obviamente, estes acontecimentos só ocorrerão por uma intervenção Divina, já que para Ele nada é impossível.
É interessante notar, que as nações deste território atualmente estão mergulhadas num ciclo de agressividade que faz com que estas terras não tenham mais um“dono” legitimo´. Será que a redenção está se armando diante de nossos olhos?!

Debate: Israel nos tempos de Mashiach.
A grande obra de Maimônides “Mishnê Torá” é um resumo de todas as leis aplicáveis que nossa tradição religiosa contém. No final desta magnífica obra (que é inédita por abranger todos os assuntos presentes na lei), estão as leis aplicáveis a realeza judaica e os últimos capítulos falam do “fim dos tempos”, que também é conhecido como “redenção final” ou “dias de Mashiach”.

Mashiach significa “o ungido”. Com este termo nos referimos ao homem que reinará sobre os justos que viverão nesta época, onde D’us realizará todas as suas promessas positivas pendentes. Vamos dar uma olhada nas definições de Maimônides sobre esta época prevista, pela qual esperamos há tantos anos:

“Futuramente o Rei Mashiach irá se erguer e retornar a realeza da Casa de David como foi na antiguidade, sendo assim uma só seqüência do mesmo governo. Irá construir o Beit Hamikdash e juntar os exilados de Israel. Todas as leis da Torá voltarão a ser cumpridas em seus dias, assim como foi no passado. Serão feitas oferendas (sobre o altar no Templo), e serão realizados os anos sabáticos e jubileus segundo todas as regras da Torá. E todo aquele que não acredita nele ou não aguarda sua vinda, não isso está negando apenas os profetas, e sim está negando a própria Torá e a profecia de Moisés. Tanto é que a Torá atestou sobre ele, conforme está dito “e o Eterno teu D’us fará seu retorno e de ti Ele se compadecerá, Ele voltará a te juntar d’entre todos os povos … mesmo que um afastado teu estará nos confins dos céus – de lá te juntara o Eterno, teu D’us … e te trará o Eterno teu D’us até a terra …”; estas palavras explicitas da Torá incluem todas as profecias dos profetas (posteriores).”

Em seguida Maimônides traz vários versículos bíblicos como prova para o fato de estarmos destinados a viver uma era especial, e da qual não iremos regressar ao atual sofrimento da diáspora. Mas a maior prova aparece ser a seguinte:

“Também quando (Moisés) fala da cidade de refúgio[1], ele diz “e se o Eterno, teu D’us estenderá o teu território … tu irás acrescentar outras três cidades ..” e isto nunca aconteceu, e D’us não o ordenou em vão”.
Aparece que além de todas as promessas, D’us não iria nos dar ordens sem nos permitir as condições de cumpri-las. Nós nunca tivemos a chance de designar estas outras cidades de refúgio pois D’us nunca ampliou nosso território. Mesmo as conquistas dos reis judeus, não foram tão amplas e não tomaram todo o território prometido a nosso patriarca Abraão “a ti darei a terra, desde o rio do Egito até o rio Eufrates”. Quando D’us irá cumprir esta promessa, nós receberemos o território das nações bíblicas: Edom, Amon e Moab. Trata-se de um território gigante adentro do Oriente Médio. Nestes locais nos deveremos designar as últimas três cidades de refúgio.

Por que será que D’us realizou a Sua promessa parcialmente e não nos deu toda a herança de Abraão ao mesmo tempo? Permitam-me sugerir uma resposta: no momento da promessa e pacto entre D’us e Abraão, D’us já disse a ele que seus filhos irão peregrinar e ser escravizados no Egito por quatrocentos anos até receber a “terra do Emori”, por que “o pecado do Emori ainda não estava completo”. Ou seja, D’us já previa que as nações de Canaã irão se corromper ao ponto de serem condenados a perder suas terras para Israel. Mas D’us não ultrapassou as próprias “regras da justiça celestial” e esperou até que eles completassem “a dose”. Podemos supor que seja o mesmo caso com Edom, Amon e Moab, são nações muito mais jovens que Canaã e demorariam mais para que percam os direitos a possuir estas terras. Outra explicação: D’us está trabalhando em etapas. Primeiro, Ele nos dá uma parte da terra e observa nosso comportamento. Uma das causas do primeiro exílio[2], foi a não observância das leis do ano sabático e jubileu. Depois disto, nunca mais estavam todas as doze tribos de Israel em suas terras, portanto nunca mais vigorou a lei do ano jubileu (que só vigora quando todo o povo de Israel está presente em suas terras[3]). Por isso, aparentemente, a função do rei Mashiach será juntar os judeus novamente a Israel, para que vigore novamente esta lei antiga e em mérito disto, iremos à segunda etapa das dádivas de D’us, onde tomaremos também as terras acima mencionadas.

Para que os judeus religiosos tomem uma atitude ativa de “sair da diáspora”, no sentido de buscar a soberania onde eles estejam, será preciso uma ordem profética, um sinal do próprio D’us. Pois assim diz Maimônides ao descrever o processo do surgimento da redenção final:

“E se (um dia) se erguer um Rei da Casa de David, que se dedica a Torá e se ocupa com as leis assim como David seu pai (o fazia), segundo (ambas) a Torá Escrita e a Torá Oral, e ele motivará todos os de Israel se conduzir segundo ela e reforçar (reerguer) as suas ruínas, e ele batalhará por D’us – este é um provável Mashiach. Se ele fizer e têr êxito, e vencerá todas as nações ao seu redor, e construirá o Templo em seu lugar (exato), e juntará os afastados de Israel, este é Mashiach com certeza (confirmado). *E ele corrigirá o mundo todo a servir a D’us juntos, com está escrito “então tornarei às nações com uma linguagem esclarecida, para que clamem todos em nome do Eterno e O servirão (juntos) ombro a ombro”. Se ele não terá tanto êxito ou que será morto (pelos inimigos), está claro que ele não é aquele sobre qual promete a Torá, e sim é como todos os rei justos e perfeitos da dinastia de Davi que morreram. E o Santo Bendito Seja só o ergueu para testar o público (se irão proceder devidamente), conforme está escrito: “e dentre os inteligentes (alguns) tropeçarão, para lapidá-los e para esclarecer e branquear até o momento final, pois ainda resta até a hora”. Também aquele que imaginava ser o Mashiach e foi morto, já profetizou sobre ele Daniel “e os filhos perversos de teu povo se erguerão para realizar a profecia e cairão”. Pois será que existe uma queda maior que essa?! Pois todos os profetas disseram que o Mashiach redimirá e salvará Israel, juntará os seus exilados e fortificará a prática de suas leis, enquanto este homem causou a morte dos israelitas a fio de espada, o espalhamento e o rebaixamento de seus remanescentes, a substituição da Torá e a desviar a maioria do mundo a servir um outro D’us que não é Hashem?! Porém os pensamentos do Criador fogem do alcance do homem, pois Seus caminhos não são semelhantes aos nossos e Seus pensamentos idem. E todos os credos que sugiram dentre as nações servem apenas para aplainar o caminho para o Rei Mashiach e para preparar todo o mundo a servir Hashem juntos. Como assim? O mundo todo já se encheu dos relatos sobre o Mashiach, sobre a Torá e sobre as Mitzvot, inclusive se fala disto nas ilhas distantes, entre muitos povos de corações cerrados e eles debatem estes assuntos e as leis da Torá. Alguns dizem ‘estas leis eram verdade, mas hoje em dia estão anuladas pois não vigoravam para sempre’, enquanto outros dizem ‘o seu conteúdo é oculto e não deve ser interpretado literalmente, e já veio o Messias e revelou os seus segredos’. E quando irá se erguer o Rei Mashiach verdadeiro, e terá êxito, ele se elevará e enaltecerá, imediatamente eles todos se tornarão e saberão que mentira lograram-nos os seus antepassados e que seus profetas e seus pais os levaram a errar.”
Obviamente, estes acontecimentos só ocorrerão por uma intervenção Divina, já que para Ele nada é impossível.
É interessante notar, que as nações deste território atualmente estão mergulhadas num ciclo de agressividade que faz com que estas terras não tenham mais um“dono” legitimo´. Será que a redenção está se armando diante de nossos olhos?!


[1] A lei define que um parente vingador que agride um ‘assassino não-intencional’, não é punido. Para se proteger, este assassino deve permanecer numa “cidade de refúgio”, onde mesmo o parente do assassinado fica proibido se vingar dele. (Deuteronômio cap.19).
[2] Onde Jerusalém foi tomada pelos Caldeus, e o povo exilado à Babilônia.
[3] Maimônides, Leis do Ano Sabático, 10:8

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